Cientistas revertem cegueira em ratos: retinose pigmentar

Os cientistas esperam que a técnica sirva para recuperar pacientes em estágios terminais de perda de visão. “Os efeitos da retinose pigmentar para as famílias que têm de conviver com essa doença é devastador, e nós gastamos vários anos trabalhando em novas formas de reduzir as perdas e começar a restaurar sua visão”, explicou Robert MacLaren, professor da Universidade de Oxford. “Essa nova técnica é promissora porque, ao usar uma proteína humana que está presente no próprio olho reduzimos as chances de causar uma resposta imune no organismo”.

Técnica
Mesmo com a morte dos fotoreceptores as outras células da retina que não são sensíveis à luz permanecem intactas. Foi daí que os pesquisadores estimularam essas células a “copiarem” a habilidade das irmãs falecidas.
Eles injetaram na retina das cobaias um vírus modificado, encarregado de despejar um de seus genes dentro das células remanescentes. Esse gene permitiu às sobreviventes começarem a expressar a melanopsina, proteína sensível à luz. Assim, as células se tornaram capazes de responder aos estímulos visuais e a repassá-los ao cérebro, o que fez recuperar a visão dos ratos cegos.

Progresso
Os roedores melhoraram significativamente sua resposta a estímulos visuais. Eles se tornaram mais capazes de reconhecer objetos em seu ambiente e ficaram mais atentos aos seus arredores, em comparação a ratos cegos que não passaram pelo tratamento. “Há um grande número de pacientes nessa situação, e a possibilidade de devolver a eles ao menos parte dessa função – usando um procedimento genético simples – é animadora”, contou Samantha de Silva, que liderou o estudo. “Nosso próximo passo será dar início aos testes clínicos com pacientes humanos”, completa.

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